A jornalista de entretenimento identificada como Srta. Choi (40 anos), indiciada por difamação contra o ex-integrante do grupo The Boyz, Ju Hak-nyeon (27), compareceu ao seu primeiro julgamento na manhã desta terça-feira (22). A sessão foi conduzida pelo juiz presidente Lee Tae-young, da 7ª Vara Criminal do Tribunal Distrital Ocidental de Seul, após a acusação formal baseada na Lei de Redes de Informação e Comunicação.
Durante a audiência, embora tenha confirmado a autoria da publicação, a defesa de Choi negou veementemente as acusações criminais, alegando que a ré atuou sem intenção de difamar, sem propósito de caluniar e sem conhecimento prévio de que a informação divulgada era falsa. O ponto alto da argumentação da defesa centrou-se na alegação de que o conteúdo foi veiculado após uma apuração prévia com o presidente Cha Ga-won, da One Hundred Label, que era a agência responsável por gerenciar a carreira de Ju Hak-nyeon na época dos fatos.
O advogado de defesa declarou perante o tribunal: "Argumentamos pela inocência porque o artigo foi publicado após a verificação de fatos com o presidente Cha, e o réu cumpriu fielmente seu dever como jornalista de verificar a verdade".
O caso e a investigação
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Choi publicou uma matéria em junho do ano passado alegando que o artista havia se envolvido em prostituição durante uma viagem a Tóquio citando um suposto encontro com a ex-atriz de filmes adultos japonesa Asuka Kirara e que ele teria admitido o ato após a agência apresentar provas concretas. A acusação sustenta que as informações eram totalmente falsas e que a publicação teve o intuito deliberado de difamar o cantor.
A repercussão da reportagem original na época provocou uma grave crise na carreira do idol. A One Hundred optou por rescindir imediatamente o contrato exclusivo de Ju Hak-nyeon, alegando que a quebra de confiança decorrente de questões de vida privada inviabilizava a continuidade da parceria. Embora tenha admitido sua presença em uma reunião com consumo de álcool, o cantor sempre negou veementemente as acusações de prostituição. Diante do dano à sua imagem, a equipe legal do artista apresentou uma queixa-crime contra Choi na Delegacia de Polícia de Eunpyeong, em Seul, resultando no indiciamento e no encaminhamento do caso à promotoria no início deste ano.
Próximos passos
Durante a audiência, a promotoria solicitou o depoimento de três testemunhas, incluindo o próprio Ju Hak-nyeon e o CEO Cha Ga-won. A próxima sessão do julgamento foi marcada para as 16h do dia 12 de novembro, ocasião em que serão ouvidos os depoimentos das testemunhas arroladas, com exceção do presidente da gravadora.
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