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ADOR rebate The New York Times, nega contrato abusivo do NewJeans e acusa vazamento de ser "ataque ao K-pop"

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A ADOR, agência responsável pelo NewJeans e subsidiária da HYBE, emitiu um longo e contundente comunicado nesta quarta-feira (6) para refutar categoricamente a explosiva reportagem publicada pelo The New York Times. O jornal norte-americano havia acusado a empresa de remover proteções a menores, inflar multas e aprisionar os direitos de imagem das artistas através de Inteligência Artificial (IA).

Em sua defesa, a agência não apenas negou as acusações ponto a ponto, mas também criticou o vazamento de documentos confidenciais, classificando a ação como uma ferramenta para "atacar o K-pop" na mídia estrangeira, além de transferir a culpa pela formatação do contrato para a ex-CEO, Min Hee-jin.

O ponto central da reportagem do NYT foi a ausência de cláusulas do governo sul-coreano que garantem os direitos básicos das menores de idade. A ADOR explicou que essas cláusulas não foram deletadas, mas sim incluídas em um documento à parte. "Todas as gravadoras sob o guarda-chuva da HYBE assinam o Acordo Suplementar Nacional para Jovens com seus respectivos trainees", declarou a agência.

Segundo a nota, esse acordo suplementar abrange integralmente o direito à personalidade, ao sono, ao descanso e à educação, permanecendo válido até a maioridade das artistas. Sobre a acusação de que a rotina forçou as jovens a abandonarem os estudos, a agência rebateu afirmando que respeita as escolhas educacionais das integrantes e de suas famílias, chegando a apoiar casos de matrícula universitária.

Em relação à polêmica armadilha financeira das multas rescisórias, a ADOR argumentou que a fórmula utilizada não prejudica as artistas. A empresa explicou que, como o NewJeans gerou receita imediata logo após a estreia e mantém lucros constantes com streaming, o efeito econômico do cálculo é idêntico ao do contrato padrão. A agência destacou ainda que essa mesma fórmula foi validada pelo Tribunal Superior de Seul durante o andamento do processo movido contra a integrante Danielle.

Sobre a concessão de imagem para IA, a ADOR foi categórica: "O uso de conteúdo de IA só pode prosseguir com o consentimento individual dos artistas", garantindo que não há intenção de usar a propriedade intelectual de forma arbitrária ou ilegal. Além disso, a agência defendeu as cláusulas que proíbem difamação e relacionamentos controversos como medidas protetivas e consentidas pelos pais para evitar danos à imagem das jovens e prevenir atos criminosos.

A ADOR fez questão de desmentir que o contrato foi um "ultimato inegociável". A agência revelou que a minuta original foi enviada em janeiro de 2022 e passou por três meses de revisões, trocas de e-mails e análises por advogados das famílias antes da assinatura em abril.

O comunicado expôs ainda os bastidores das negociações financeiras, voltando os holofotes para Min Hee-jin. Segundo a ADOR, quando uma das mães sugeriu reduzir o ônus financeiro das artistas referente à divisão de custos, a equipe jurídica da HYBE preparou diversas alternativas. No entanto, o então vice-presidente da ADOR (nomeado por Min Hee-jin) teria rejeitado as propostas da matriz, resultando na versão final do contrato.

A ADOR encerrou o comunicado revelando sua frustração com a imprensa norte-americana. A agência afirmou ter enviado todos os documentos comprobatórios ao The New York Times, solicitando que a reportagem deixasse explícito que Min Hee-jin e sua diretoria eram os responsáveis diretos pela assinatura e aprovação final daqueles termos. O pedido, contudo, foi ignorado pelo jornal.