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Revelações bombásticas: The New York Times expõe cláusulas abusivas, controle rígido e uso de IA em contratos do NewJeans com a ADOR/HYBE

Por: 3 minutos de leitura 3 visualizações

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Uma reportagem bombástica publicada pelo jornal norte-americano The New York Times trouxe à tona os detalhes obscuros por trás da disputa legal entre o NewJeans e a agência ADOR (subsidiária da HYBE). O vazamento dos documentos contratuais do grupo revelou práticas alarmantes, incluindo a remoção intencional de cláusulas de proteção, vigilância extrema, apropriação de direitos de imagem por IA e armadilhas financeiras projetadas para dificultar qualquer tentativa de rescisão.

De acordo com a investigação do jornal, a ADOR eliminou deliberadamente a linguagem padrão exigida pelo governo da Coreia do Sul em contratos de entretenimento. As cláusulas removidas eram fundamentais para garantir direitos à saúde física e mental, tempo adequado de sono e acesso à educação. Essa omissão intencional criou um obstáculo legal quase intransponível para que as artistas pudessem processar a empresa por más condições de trabalho.

As práticas abusivas começaram ainda no período de trainee. As integrantes foram submetidas a um rigoroso controle através de vigilância por câmeras 24 horas por dia e severas restrições de descanso. O impacto na juventude das artistas foi imediato: devido à rotina imposta, quatro das cinco integrantes acabaram abandonando a escola. Para agravar a situação, a ex-vice-presidente da ADOR afirmou explicitamente aos pais das jovens que o rascunho do contrato era inegociável.

Além do rígido controle físico, o contrato estendeu o domínio da agência para a identidade digital do grupo. Disposições específicas concederam à gravadora os direitos de longo prazo para utilizar a aparência física e a voz das integrantes na criação de conteúdos gerados por Inteligência Artificial (IA), limitando o controle das artistas sobre suas próprias identidades no futuro.

No aspecto financeiro, o contrato revelou uma fórmula punitiva e distorcida para o cálculo de multas rescisórias. Em vez de utilizar a média financeira de todos os meses, o cálculo baseava-se exclusivamente nos meses em que o grupo gerou lucros. Essa modificação infla de maneira unilateral e exorbitante o valor de qualquer penalidade por quebra de contrato, uma armadilha financeira elaborada que explica as ações judiciais de valores astronômicos, como o processo milionário atualmente enfrentado de forma solitária pela integrante Danielle.

A reportagem do The New York Times também expôs a hipocrisia nas declarações públicas da agência. Transcrições de uma reunião apresentadas em juízo revelaram que as famílias do NewJeans imploraram para que a ADOR não retaliasse as artistas após a crise contratual. A empresa, no entanto, recusou-se a dar tais garantias, argumentando friamente que a pausa nas atividades do grupo já havia lhe custado uma quantia significativa de dinheiro.

Essa postura rígida nos bastidores contradiz frontalmente a imagem que a ADOR tentou sustentar perante a mídia e o público sul-coreano durante toda a disputa, quando a empresa chegou a afirmar publicamente que não buscaria indenizações contra as integrantes caso elas retornassem às suas atividades sob a aba da gravadora.