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Contrato secreto: Lee Soo-man receberá royalties bilionários da SM Entertainment até 2092

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A crise corporativa no topo de uma das maiores agências de K-pop do mundo ganhou um novo e chocante capítulo. Embora o produtor executivo e fundador da SM Entertainment, Lee Soo-man, tenha cedido aos protestos dos acionistas e rescindido antecipadamente seu contrato de prestação de serviços no final do ano passado, documentos revelam que um acordo paralelo garantirá a ele pagamentos bilionários pelos próximos 70 anos, mesmo sem que ele realize qualquer trabalho para a empresa.

A denúncia foi feita pela Align Partners Asset Management, um fundo ativista de acionistas que divulgou o texto original de um pedido de liminar contra o Conselho de Administração da SM, acusando a diretoria de atos ilegais e quebra de dever fiduciário.

O polêmico "Acordo de Liquidação" até 2092

De acordo com os documentos apresentados pela Align Partners, o contrato principal entre a SM e a Like Planning (empresa privada de Lee Soo-man) foi de fato encerrado em 31 de dezembro. Contudo, um anexo contratual assinado em 2015, conhecido como "Acordo de Liquidação Após a Rescisão do Contrato", permaneceu em vigor.

Este anexo estipula que Lee Soo-man tem o direito de receber 6% de royalties sobre a receita de álbuns e músicas lançados até o momento de sua saída, com pagamentos garantidos até o ano de 2092. Além disso, ele receberá 3% sobre a receita de gestão até o final de 2025. Segundo estimativas do fundo, se o acordo for cumprido, a Like Planning embolsará mais de 40 bilhões de won (cerca de US$ 30 milhões) apenas nos próximos três anos, e mais de 50 bilhões de won na década seguinte.

A Align Partners aponta que a manutenção desse acordo contraria o dever de diligência dos administradores da SM e pode configurar violação da Lei de Comércio Justo. A própria SM reconhece o problema, mas alega estar de mãos atadas. Jang Cheol-hyeok, CFO da SM, declarou: "Estamos em uma situação difícil porque não podemos rescindir o contrato por mútuo acordo sem o consentimento do titular do contrato (Lee Soo-man) [...] Embora compreendamos a insatisfação dos acionistas, os termos atuais permanecem válidos e devem ser cumpridos".

O avanço da Kakao e a possível intervenção da HYBE

A revelação desse contrato ocorre no meio de um turbilhão de mudanças na governança da SM. No início do mês, os co-CEOs Lee Sung-soo e Tak Young-jun anunciaram o fim da era de produção exclusiva de Lee Soo-man, introduzindo o sistema "SM 3.0" de múltipla produção. Dias depois, a gigante tecnológica Kakao adquiriu uma participação de 9,05% na SM por meio de emissão de novas ações e títulos conversíveis (um investimento de 217 bilhões de won), tornando-se a segunda maior acionista e enfraquecendo ainda mais o controle do fundador.

Em retaliação, os representantes legais de Lee Soo-man (o escritório de advocacia Hwawoo) entraram com um pedido de liminar para bloquear a transação da Kakao, alegando que a emissão de ações para terceiros violou os direitos de preferência dos acionistas existentes e ameaçando os diretores com processos civis e criminais.

Com o cerco se fechando contra Lee Soo-man, o mercado financeiro agora especula uma reviravolta surpreendente: a possível entrada da HYBE (agência do BTS). Relatos indicam que Bang Si-hyuk poderia intervir como um "cavaleiro branco" para salvar Lee Soo-man por meio de uma oferta pública de aquisição de ações da SM. Em nota oficial, a HYBE confirmou que está "analisando continuamente assuntos relacionados à aquisição de ações, incluindo uma oferta pública", mas ressaltou que nada foi finalizado até o momento.