uma investigação e fixou o prazo de 48 horas para que a Prefeitura de São Paulo, a Ticketmaster Brasil e a Live Nation Brazil Concerts apresentem esclarecimentos formais sobre a organização dos shows do grupo de K-pop BTS na capital paulista. A medida foi motivada por graves divergências identificadas entre o mapa do evento disponibilizado durante a venda dos ingressos e a planta arquitetônica publicada posteriormente no Diário Oficial do município.
As apresentações do septeto sul-coreano estão agendadas para os dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026, no Estádio do MorumBIS, na Zona Sul de São Paulo, e estão com todas as entradas completamente esgotadas.
A polêmica dos setores 'PIT 1' e 'PIT 2'
A controvérsia teve início após fãs e consumidores notarem uma mudança significativa na planta oficial publicada no Diário Oficial pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento. O documento do município continha a adição de duas áreas reservadas coladas ao palco, denominadas "PIT 1" e "PIT 2".
No entanto, essas áreas VIP exclusivas não constavam no mapa de assentos e setores comercializado ao público geral durante o processo de venda na Ticketmaster. Na ocasião, as únicas modalidades oferecidas e vendidas foram pista, pacote VIP com soundcheck vinculado à pista, arquibancada, cadeira superior e cadeira inferior. A eventual inclusão de áreas privilegiadas não anunciadas anteriormente levantou suspeitas de alteração unilateral da oferta e prejuízo à visão dos compradores da pista.
Ação da Promotoria do Consumidor e posicionamento das empresas
O despacho, assinado pela Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital, exige que a Prefeitura explique a razão de ter publicado uma planta diferente e envie a cópia definitiva do projeto aprovado. Ao mesmo tempo, a Live Nation e a Ticketmaster deverão justificar o desalinhamento das informações e apresentar o mapa final e válido do evento.
Segundo o Ministério Público, o objetivo da ação é garantir o cumprimento estrito da oferta original, a transparência e a proteção dos direitos dos consumidores previstos em lei.
Apesar de manifestações públicas recentes das produtoras indicarem que o mapa original de vendas será respeitado e que não haverá a montagem dos setores "PIT", o MP-SP enfatizou que a apuração é indispensável para esclarecer oficialmente por que um projeto divergente chegou a ser homologado no Diário Oficial.