O grupo masculino CORTIS, grande aposta da BIGHIT MUSIC (mesmo selo de gigantes como BTS e TXT), teve uma ascensão meteórica desde sua estreia em agosto de 2025. Composto por Martin, James, Juhoon, Seonghyeon e Keonho, o quinteto cujo nome deriva de “Color Outside the Lines” conquistou rapidamente a indústria ao se apresentar como uma "creator crew", participando ativamente da escrita, produção e direção de seus próprios materiais. Esse rápido crescimento rendeu ao grupo suas primeiras três indicações ao prestigiado MTV Video Music Awards (VMAs) de 2026.
Apesar da forte mobilização global de sua base de fãs, conhecidos como Coers, o CORTIS não levou nenhum troféu na cerimônia realizada no último dia 27 de setembro. O prêmio de Best New Artist (Artista Revelação) ficou com a cantora britânica Sienna Spiro, enquanto as categorias de Best K-Pop (com a faixa "REDRED") e Best Group (Melhor Grupo) foram vencidas por seus veteranos de agência, o BTS.
A cláusula da discórdia e a revolta dos fãs
A derrota, especialmente na categoria de Artista Revelação onde houve mutirões massivos de votos, gerou um gosto amargo e muitas dúvidas. A discussão ganhou traços de polêmica quando a fanbase brasileira @CORTISBRASIL foi às redes sociais expor as regras oficiais de votação da premiação americana, lançando luz sobre uma cláusula específica do regulamento.
De acordo com o documento oficial do VMAs, os patrocinadores (neste caso, a própria MTV) possuem a palavra final sobre os vencedores, podendo ignorar a contagem de votos do público. A regra afirma explicitamente: "Se, por qualquer motivo, que o patrocinador considere, a seu exclusivo critério, razoavelmente necessário, o patrocinador reserva-se o direito de selecionar os vencedores a seu critério".
O texto também destaca que o patrocinador tem o direito de tabular os votos e determinar o ganhador independentemente dos números finais registrados pelos fãs.
A exposição dessa regra regulatória não acusa o VMAs de um "roubo comprovado", mas escancara a falta de transparência em premiações que se dizem decididas pelo voto popular. Para os Coers, que dedicaram dias e noites em campanhas de votação pesadas para dar reconhecimento ao talento emergente do CORTIS, a cláusula soou como um balde de água fria.
Nas redes sociais, o sentimento de frustração dominou a base de fãs, ecoando o desabafo generalizado de que "até premiação por voto os EUA conseguem tornar injusta". O episódio reacende um antigo debate na indústria musical internacional sobre até que ponto o engajamento dos fãs realmente dita os resultados das grandes premiações ocidentais, ou se serve apenas como ferramenta de marketing para as emissoras.
Mesmo sem os troféus, o fato de o CORTIS ter entrado no radar das principais categorias de uma premiação norte-americana com pouco mais de um ano de carreira consolida o quinteto como uma das maiores forças da nova geração do K-pop.