A tentativa das integrantes do NewJeans de estabelecerem uma identidade independente sob o nome 'NJZ' chegou oficialmente ao fim. Nesta quarta-feira (4 de novembro), foi confirmado que todos os 54 pedidos de registro de marca protocolados em conjunto por Minji, Hanni, Danielle, Haerin e Hyein receberam uma decisão final de indeferimento por parte das autoridades de propriedade intelectual da Coreia do Sul.
A deliberação encerra definitivamente a possibilidade de uso comercial e artístico da marca alternativa criada pelas artistas durante o ápice de sua crise com a agência.
O motivo da rejeição e o "princípio da boa-fé"
As decisões de indeferimento foram emitidas em três etapas recentes: 14 pedidos foram barrados em 4 de outubro, seguidos por 20 em 14 de outubro e os 20 finais no último dia 3 de novembro.
O colapso da estratégia legal das artistas já havia sido sinalizado em junho do ano passado, quando o órgão governamental emitiu um aviso formal. O examinador responsável concluiu que a marca "NJZ" era excessivamente semelhante a “NewJeans” propriedade registrada que a ADOR já utilizava ou estava em vias de utilizar. Além da semelhança fonética e conceitual, a autoridade apontou que o registro feria o "princípio da boa-fé", regra que exige que as partes envolvidas em um contrato não traiam a confiança mútua firmada legalmente.
A origem do 'NJZ' e os oportunistas de plantão
A marca 'NJZ' foi idealizada e protocolada pelas integrantes em 6 de fevereiro de 2025, um dia antes de ser revelada ao público, abrangendo 18 categorias de produtos e serviços. Na época, o quinteto enfrentava uma amarga disputa contratual com a ADOR. Em uma entrevista marcante à rede norte-americana CNN, a integrante Hanni explicou que a adoção do novo nome era uma tentativa de transformar um período de incertezas e dificuldades em algo empolgante para o futuro.

A repercussão do anúncio foi tão grande que desencadeou uma corrida oportunista no mercado de patentes. Terceiros sem relação com o grupo tentaram se apropriar da marca protocolando pedidos para 'NJZ' e 'NJZ (New Journey Zone)' dias após a revelação na TV, visando lucrar com o embate.
O retorno à ADOR e a solitária batalha de Danielle
Com as vias legais para o uso do nome 'NJZ' bloqueadas e os desdobramentos contratuais, a configuração do grupo sofreu uma alteração drástica. Quatro das cinco integrantes originais já recuaram e retornaram às atividades sob o gerenciamento da ADOR.
A única exceção é Danielle. A artista foi notificada do término formal de seu contrato de exclusividade em dezembro de 2025 e não retornou à empresa. Atualmente, Danielle trava uma batalha judicial solitária e segue envolvida em um complexo processo por danos contra a agência, marcando uma dolorosa ruptura na formação de um dos maiores fenômenos da atual geração do K-pop.