A disputa corporativa envolvendo a agência ADOR e a HYBE ganhou desdobramentos na esfera criminal. Promotores sul-coreanos apresentaram uma denúncia formal contra o ex-vice-presidente da ADOR, identificado como "A", que atuou como braço direito e deputy da ex-CEO Min Hee-jin. O ex-executivo foi indiciado por violação da Lei de Redes de Informação e Comunicação, com a Promotoria solicitando a aplicação de uma multa no valor de 5 milhões de won.
De acordo com as investigações, o acusado é suspeito de ter invadido o sistema interno de tecnologia da informação da HYBE e realizado o download não autorizado de 51 arquivos contendo relatórios financeiros e contábeis confidenciais da holding e de suas empresas afiliadas.
Segredos comerciais e perfil técnico do acusado
Os documentos obtidos ilegalmente continham segredos comerciais estratégicos que exigem rigorosos protocolos de segurança, incluindo o detalhamento da divisão de receitas de artistas por oito regiões globais e os balanços patrimoniais de encerramento de diversas subsidiárias do grupo. A diretoria da HYBE classificou publicamente a extração dos dados como um ato hostil e deliberado contra a empresa.
O acusado "A" possui formação como Contador Público Certificado e acumulava amplo conhecimento sobre as estruturas de governança corporativa da holding. No passado, ele desempenhou papel chave na condução do processo de abertura de capital (IPO) da HYBE no mercado de ações, além de liderar operações de fusões e aquisições (M&A) da companhia.
Promessa de ações e desdobramentos judiciais
O indiciamento reforça evidências apresentadas durante audiências judiciais realizadas no Tribunal Distrital Central de Seul em dezembro do ano passado, que discutiam o acordo de acionistas entre a HYBE e Min Hee-jin. Durante as sessões, emergiram registros indicando que a ex-CEO da ADOR havia prometido a "A" uma participação de 0,3% no capital social da agência.
O caso segue sob análise do Judiciário sul-coreano, adicionando um novo capítulo de tensão às disputas legais e contratuais que envolvem a antiga gestão da ADOR e a matriz corporativa da HYBE.