O ex-integrante do grupo de K-pop U-KISS, Eli, decidiu se manifestar publicamente para esclarecer a crescente polêmica envolvendo o pagamento de pensão alimentícia ao seu filho. O artista vem sendo alvo de duras críticas nas redes sociais após sua ex-esposa, Ji Yeon Soo, afirmar que recebe um valor mensal fixo de 850.000 KRW (aproximadamente US$ 600), quantia que ela descreveu como insuficiente para cobrir o custo de vida atual.
Na madrugada desta segunda-feira (5 de outubro), Eli utilizou suas redes sociais para publicar uma longa declaração em inglês, detalhando seu histórico financeiro e rebatendo a imagem de que estaria se recusando a arcar com suas responsabilidades paternas.
A versão de Eli: pagamentos flexíveis e impacto da TV
Segundo o cantor, a dinâmica financeira nos primeiros meses após o divórcio era bem diferente do atual pagamento mensal fixo. Eli explicou que não queria "atribuir um preço" às necessidades do filho e, por isso, inicialmente optou por enviar dinheiro sempre que surgiam despesas específicas, como material escolar ou alimentação.
O ex-U-KISS revelou que, durante um período de três a quatro meses, chegou a enviar entre US$ 6.000 e US$ 8.000 mensais (cerca de 8 a 10 milhões de won coreanos). Ele destacou que, na época, vivíamos o auge da pandemia de COVID-19; ele trabalhava por um salário mínimo e o montante enviado saía de suas economias pessoais limitadas.
A situação mudou drasticamente quando Eli viu aparições da ex-esposa na televisão. Ele alegou que os programas o retrataram injustamente como um pai ausente e inadimplente, o que o levou a formalizar o valor mensal em 850.000 KRW. Embora reconheça que o valor possa gerar opiniões negativas, ele afirmou que não pretende se desculpar pelas circunstâncias que definiram a quantia e garantiu que continua dando dinheiro extra e presentes ao filho durante feriados e encontros presenciais.
As alegações de Ji Yeon Soo e a disputa pública
O posicionamento de Eli surge como resposta direta às recentes declarações de Ji Yeon Soo em programas de TV e em seu canal no YouTube. A ex-esposa afirmou que a pensão de 850.000 KRW beira o limite mínimo legal e não acompanha a inflação, revelando que precisou começar a trabalhar em um restaurante de seolleongtang (tradicional sopa coreana) para complementar a renda familiar e sustentar a criança.
Eli e Ji Yeon Soo registraram o casamento em 2014 e se divorciaram oficialmente em 2020. Desde então, a guarda do filho ficou sob responsabilidade da mãe, enquanto Eli já se casou novamente. As narrativas conflitantes sobre como o casal lidou com as finanças durante a separação reacenderam intensos debates em fóruns online.
O que diz a lei sul-coreana sobre pensão alimentícia?
A disputa também levantou dúvidas sobre o sistema jurídico da Coreia do Sul: afinal, existe um valor mínimo exigido por lei?
Na prática, não há um "piso" legal universal. Os tribunais sul-coreanos utilizam como principal referência a Tabela Padrão de Cálculo de Pensão Alimentícia, estabelecida pelo Tribunal de Família de Seul em 2021 (em vigor desde março de 2022). O cálculo não se baseia apenas na idade da criança, mas avalia a renda líquida conjunta de ambos os pais (incluindo salários, negócios e aluguéis), a área de residência e despesas com saúde e educação. A ausência de renda, no entanto, não exime nenhum dos pais da responsabilidade financeira.
Embora a tabela sirva como um forte guia em negociações e litígios, ela não tem força legal vinculativa. Os tribunais avaliam cada divórcio individualmente ou acatam acordos firmados entre os pais. No caso de pagamentos informais, como os altos valores enviados inicialmente por Eli, a justiça sul-coreana analisa os detalhes específicos do acordo para determinar se eles contam ou não como cumprimento oficial da obrigação de pensão alimentícia.